Entidades e veículos de comunicação repudiam censura prévia

As entidades de comunicação repudiaram as recentes decisões do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), sobre o Grupo Jovem Pam e Brasil Paralelo, tendo como preocupante a ameaça a democracia da República Brasileira.

A Jovem Pam está desde a segunda-feira passada dia (17) sobre censura instituída pelo TSE, colocando privação sobre a candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e restrição a cobertura eleitoral. A emissora cumpriu as exigências do tribunal, instruindo os seus profissionais da emissora de rádio e televisão, a não chingarem o candidato a reeleição o ex-presidente Lula.

Em afirmação de um comunicado publicado pela Jovem Pam intitulado com "Jovem Pam sobre censura" eles afirmam "Os princípios básicos do Estado Democrático de Direito sempre nos nortearam na nossa luta e na contribuição, como veículo de comunicação, para a construção e a manutenção da sagrada democracia brasileira, sobre a qual não tergiversamos, não abrimos mão e nos manteremos na pronta defesa — incluindo a obediência às decisões das cortes de Justiça."

Como também o Brasil Paralelo teve seu canal no YouTube desmonetizado por determinação do TSE. Por quatro votos a três pelo plenário da corte, foram proibidos de publicar um documentário sobre a facada levada pelo presidente brasileiro Jair Messias Bolsonaro, com o título (Quam mandou matar Jair Bolsonaro?).

Dentre outros canais como o Foco do Brasil e Folha Política, também foram desmonetizados, que de acordo com juristas não se tem base legal para isso.

Colocando como intitulada a "censura prévia", ao atender o pedido do Partido dos Trabalhadores (PT), por afirmação de risco em atrapalhar a campanha do candidato Lula a presidência, pelos riscos dessas informações mesmos sendo verídicas "prejudicar a campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva".

A CNN, e a Associação Brasileira de Emissoras De Rádio e Televisão (Abert) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abratel) se posinaram na Quarta-feira dia (19) sobre a decisão do TSE.

A Abert publicou uma nota repudiando as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, com o seguinte texto "As restrições estabelecidas pela legislação eleitoral não podem servir de instrumento para a relativização dos conceitos de liberdade de imprensa e de expressão, princípios de nossa democracia e do Estado de Direito".

 A Abratel também manifestou preocupação quanto a liberdade de imprensa e livre expressão, "A recente decisão que impede o trabalho de divulgação e respeito à linha editorial de veículo de comunicação profissional, sediado no Brasil e regulado pela legislação brasileira atinge a todo o setor de Radiodifusão. Tal ato ignora a história da Televisão e do Rádio que esse ano comemoram 72 e 100 anos, respectivamente".

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